O Mundo é Plano

By luisamendes

Símbolo da vida, em perpétua evolução e em ascensão para o céu, ela evoca todo o simbolismo da verticalidade; veja-se, como exemplo, a árvore de Leonardo da Vinci. Por outro lado, serve também para simbolizar o aspecto cíclico da evolução cósmica: morte e regeneração. Sobretudo as frondosas evocam um ciclo, pois se despojam e tornam a recobrir-se de folhas todos os anos.

Pablo Capilé, um dos fundadores do Coletivo Fora do Eixo, disse uma vez, que no início do processo embrionário do coletivo eles precisavam deixar de serem “galhos” do sistema e precisavam se transforam em blocos sólidos, em “troncos” que dialogam com todas as áreas.

O Fora do Eixo tem sido a pauta da semana na minha timeline. O fato é que eles estiveram na última segunda-feira no programa Roda Viva/TV Cultura, o que reverberou em uma série de comentários, positivos e negativos.

Ano passado estive no Rio de Janeiro participando de um evento chamado Crio Festival, foi lá que conheci o Fora do Eixo e muitos outros coletivos bacanas do Brasil.

Meu conhecimento é superficial, mas me recordo que o que me deixou mais encantada com o Fora do Eixo foi a simplicidade de sistematização das ações, seja por meio da moeda complementar denominada Cubo Card ou pela UNI FD, Universidade.

Se você não conhece, aperte o play e descubra como funciona, vale a pena!!!!

 
Vejo o significado do termo coletivo como uma colméia. Enquanto casa, seu valor simbólico está para segura, protetora e maternal. Enquanto coletividade, laboriosa – o barulho da colméia não é do ateliê, e nem da usina, e sim da união aplicada, submetida a regras restritas que tem o atributo de acalmar as inquietudes fundamentais do ser e de dar a paz.

The Honeycomb Vase, Tomás Gabzdil Libertiny

Se o FDE é uma colméia enquanto casa eu não posso opinar pois nunca estive em nenhumas das casas, morando e/ou trabalhando. Mas, pela visão de uma leiga, eles jogaram o jogo sem nenhum tipo de planejamento e em cima das dificuldades encontraram oportunidades, estabelecendo diálogos, divulgando, circulando e promovendo conhecimento, sempre conectados em uma relação espaço/tempo…. ai sim meus amigos, na minha opinião, eles são uma colméia com C maiúsculo enquanto coletividade.

Diria mais, acho que eles não são como “troncos”, que crescem para a verticalidade. Neste século XXI, denominado pelo próprio Pablo Capilé como o século pós rancor, o mundo é Plano, sem barreiras, sem fronteiras e multiconectado.

Beijos,

Luisa Mendes

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