Siga-me

By luisamendes

Andar de sapatos é tomar posse da terra. Jean Servier em Les Portes de

l´Année.

Na Grécia, século V a.C, as cortesãs usavam sandálias folheadas a ouro, e as solas eram cravejadas com pregos que deixavam marcada a palavra “siga-me” por onde passavam.

Norene Leddy, anos 2000, faz uso do sapato como uma ferramenta que contribui para um diálogo com as prostitutas de rua. Esta social sculpture”, como é definida pela própria artista, faz parte do projeto The Aphrodite.

Trata-se de uma sandália plataforma, feita para ser usada por prostituas de rua, que no salto traz embutidos um GPS e um botão que, se acionado, dispara um alarme silencioso para serviços de emergência. Caso o alarme seja disparado em locais onde são comuns os conflitos com a polícia, o sinal é direcionado a associações de proteção a trabalhadoras sexuais.

                                                                                             Giselle Beiguelman

Lembrei-me que para os antigos Taoístas, as sandálias eram o meio de locomoção nos ares: homens das solas de vento, suas sandálias tinham asas; é até possível que elas fossem pássaros.

No projeto Aphrodite→  AS PLATAFORMAS são = CALCANHARES ALADOS, que navegam em uma nuvem pós-virtual, evidenciando desde o valor dos serviços sexuais até a ética no monitoramento.

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♥ o trabalho da artista Norene, que a propósito conheci durante a apresentação de Giselle Beiguelman, nos Seminários Internacionais Museu Vale.

Quem não foi, pode ver tudinho por aqui → Palestras Muse Vale. 

Beijos,

Luisa Mendes

1 Comentário Comente

  1. Luisa Mendes » O universo invisível da nanotecnologia

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